Joseph Meyer é jornalista, escritor e poeta. A palavra, talvez tenha sido a forma de expressão mais eficiente que desenvolvemos.

 
 

CIDADE SEM FIMApesar da presença notável do sujeito, o que mais chamava a atenção das pessoas era justamente o seu jeito manso de falar. Com pensamentos breves e voz firme, logo se identificava que o cara não era dali.
CIDADE DO CARNAVALEra carnaval. Ela dizia que a fantasia não tinha preço, nem vontade, mas que deixava saudade. E queria estar ali. E emendou os dias da folia, um no outro. E quase todos os blocos de rua viram sua beleza passar.
AUTO DE NATALEra 25 de Natal e ela estava preocupada com a organização da ceia. Sobre a mesa colocou uma toalha vermelha com pequenos bordados brancos, os talheres, os pratos, e as pinhas que ela mesma pintara.
ESQUEÇAJá era madrugada lá fora e o sobrevoo dos morcegos fazia barulho cada vez que eles deixavam o interior de uma das plantas escuras dispostas na varanda. Na chaminé, alguns pássaros fizeram seus ninhos.

Copyright © 2012 Joseph Meyer

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