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Fada Azul
On fevereiro 7, 2009 | 2 Comentários

Hoje me lembrei das muitas mentiras que ouvi na vida, mas também das vezes que precisei mentir ou omitir algum fato para sair de alguma cilada. Mentir, inventar, ser criativo e malandro para não ser passado para trás, faz parte. Mas para tudo há um limite saudável. Sabe quando isso se torna um grande problema? Quando mentimos para nós mesmos, principalmente.

“Por favor, eu só quero ser um menino de verdade”. A frase é de David, do filme “AI — Inteligência Artificial”, de Spielberg. A visão que Steven tem da evolução humana, e da vida em outros planetas é, para mim, fascinante. Nessa história o diretor propõe que, num futuro, com a elevação dos mares, devido o aquecimento global, a terra voltará à era glacial. Seus habitantes serão metade seres humanos e metade androides. Penso, entretanto, que realmente caminhamos para isso. Temos a necessidade de que as máquinas façam o nosso trabalho, seja no esforço dos braços mecânicos, por nossas limitações; seja por nosso esforço mental, igualmente limitado. Ninguém calcula como uma máquina, tampouco tem a sua força motora. A nanotecnologia trata da tecnologia em miniatura que, provavelmente, um dia será implantada em nossos cérebros, ou em algum lugar embaixo de nossas peles. Assim, será mais fácil armazenarmos dados e acessarmos a informação, o que se especula, pelas minhas leituras, é que deva acontecer em meados dos anos de 2025.

Em “AI — Inteligência Artificial”, o desejo do pequeno David era ser transformado num menino de verdade. Toda sua vontade, era ser aceito pela mãe. É notório que isso vai muito além da ficção e é muito mais real do que supomos. Spielberg traça um paralelo entre o desejo de David e o desejo do Pinóquio de Carlo Collodi, ou o desejo de muitos meninos. David aguarda por dois mil anos, após ter encontrado a Fada Azul, para que seu desejo fosse realizado. Na verdade, o desejo de ser transformado num menino de carne e osso jamais se torna real. Após esse longo período, o androide é encontrado por robôs mais evoluídos que sobrevivem a era glacial. Estes, por sua vez, o concedem o direito a um único pedido, e David pede para ter sua mãe de volta. Pela primeira vez em sua vida, o pequeno vai parar no lugar onde nascem os sonhos e o reencontro acontece.

Há alguns anos caiu na minha mão um livro chamado “A Vida em Marte e os Discos Voadores”. Seu autor fala da existência de vida naquele planeta. Ramatís diz que seus habitantes estão num estágio mais evoluído do que o nosso. Essa escala da evolução diz respeito à quão pesada é nossa matéria se comparada a deles. Ou seja, quanto mais fluída e leve a composição da massa, mais purificados e perfeitos supúnhamos ser. Para se ter uma ideia, o autor argumenta que, assim como os ETs de Spielberg, fisicamente eles são altivos e magros. Suas cabeças são grandes e carregam mais massa cefálica. Suas cinturas são finas por terem estômagos muito pequenos, se alimentando de pequenas cápsulas que contém todas as vitaminas e minerais necessários para o dia a dia. Sua locomoção se dá também por flutuação e o sexo é praticado por telepatia. Essa é uma obra psicografada. Acreditar ou não é uma questão pessoal de cada um. E, embora a publicação desse livro esteja na 17ª edição, a Rover — o carrinho espião lançado pela NASA — ainda não tinha pousado no solo do planeta vermelho. Hoje, no entanto, já recebemos as imagens captadas por ele e logo pensamos: por onde será que andam os marcianos de Ramatís?

Havia também o de ET de Passo Fundo, localizado no estado do Rio Grande do Sul, e outro ET de Varginha, cidade localizada no estado de Minas Gerais. O ET aparece numa cena real do filme “Sinais”, vista num documentário pelos personagens de Mel Gibson e seus filhos, quando especulam que a aparência descrita por Spielberg, no filme de M. Night Shyamalan é similar, porém, de comportamento bastante hostil, quando a invasão dos alienígenas se dá pela busca de recursos naturais e pelo roubo das reservas do nosso planeta. Com tudo isso, pergunto-me por que não vemos a vida nos outros planetas, uma vez que a maioria admite acreditar que não estamos sozinhos na vasta imensidão do universo, mas vemos o planeta em si? Fui buscar uma explicação que me convencesse e li o seguinte: “[…] visto que a composição dos seres dos outros planetas não faz parte da nossa tabela periódica, não sendo compostos de oxigênio e hidrogênio, nós não podemos vê-los”.

Penso que, no fundo, todos nós esperamos o dia do encontro com a Fada Azul, aquela da historinha do Pinóquio. Ainda que no filme a fada seja apenas um brinquedo de um parque de diversão, submerso no mar, ou povoe apenas a imaginação do boneco de madeira, penso que a fada da grande maioria está mais próxima de Nossa Senhora. Fechar os olhos e imaginar a Santa ou a Fada, trajando um vestido azul esvoaçante, nos dá, de certa forma, a esperança de um dia encontrarmos o lugar onde nascem os sonhos, para assim experimentá-los, seja lá qual for a nossa forma, o nosso grau de evolução, naquele momento. O pequeno David, só queria ser um menino de verdade. Aceitou, ainda que por um pequeno instante, eternizar o amor que sentia pela mãe. Não importava que esse amor tivesse sido planejado, programado. Nós também nascemos programados intrinsecamente para amar. Se humanos, se marcianos, se ETs, se androides, se híbridos, ou mesmo Pinóquios, o que vale, sobretudo, é a busca pelo amor de verdade, a tentativa de um dia vivermos a plenitude da felicidade, se é que ela existe.

Comentários: 2
Junior Publicado em fevereiro 4, 2010 às 2:42 pm   Responder

Hoje estou sem conseguir colocar em palavras o que seu texto me fez pensar… ele me remeteu ao mundo mágico, perfeito, desconhecido, o mundo da ficcão.
Sabe que a tempos não me sentia tão humano, tão na vida real, parece que me tornei tão fraco de magia que não consigo me aproximar dela. Tento entrar, mas a realidade grita a minha porta me fazendo ser só humano… continuo sem ver a Fada Azul.
Sinto falta da pureza de ser criança. Queria sentir de novo a alegria de ter o coração puro, pois acredito que para vermos a Fada Azul, precisamos usar os olhos da alma, precisamos ter o coração puro. Talvez… mas enquanto isso continuo vagando sem asas pela minha vida humana… em busca do amor.

Patrícia Romero Publicado em fevereiro 5, 2010 às 5:02 pm   Responder

Nossa quanto tempo… como você está? O que anda fazendo? Manda notícias. Um abraco. Patrícia.

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