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On dezembro 1, 2009 | 6 Comentários

Há algum tempo, Flor, eleita nosso suporte para assuntos virtuais — meu e de Margô —, comentou sobre um estudo de uma doutora em Comunicação que apregoava o dia em que uma grande onda de informação virtual se aproximaria de nós. Disse ela que uma concentração gigantesca de dados estava viajando pelas ondas eletromagnéticas velozmente e que, em algum momento, tudo iria explodir. A teoria profética do calendário Maia, um sistema de calendários e almanaques usado pelos povos Mesoaméricos pré-colombianos, acabou com o planeta Terra no ano de 2012, o que de fato, obviamente, não aconteceu. Outras tantas teorias, religiosas e científicas, também tentam dar conta e, ora e outra, devassam a vida no nosso planeta, ao logo de previsões que nunca acontecem. Algumas religiões professam fins apocalípticos para a desobediência de seus fiéis, enquanto a ciência prevê a expansão do universo e uma possível sucção pela energia contida no buraco negro. Há ainda teorias que preveem a aproximação de gigantes asteroides e suas possíveis colisões, bem como o extermínio da humanidade por vírus ou bomba nuclear.

A próxima previsão, segundo a doutora em Comunicação — para assuntos do juízo final —, está prevista para acontecer no ano de 2022, sucedida por outra datada para o terceiro milênio. Seu pensamento, sobremodo cartesiano, aceita somente a explicação dos fatos através da ciência, que também previu, num futuro próximo, caso os dados disponíveis confirmem as possíveis profecias, que o ser humano criará um avatar de si mesmo, com intuito de perpetuar a espécie, para assim continuar coexistindo na vastidão do universo, talvez em outras dimensões, talvez em outras galáxias, talvez em outros estágios de consciência. Segundo a teoria da doutora, seria necessário pensarmos em como seria o nosso avatar — comentou Flor, nosso apoio —, caso nos transportássemos para uma realidade virtual, perfazendo perguntas e ideias de como ele seria. Masculino ou feminino? Quais poderes teria? Lutaria por algo? Qual seria a cor da sua pele, a cor dos seus olhos, a sua estatura? Ele teria cabelos? Quais seriam as suas principais faculdades? Ele usaria alguma arma? Precisaria de oxigênio? Se alimentaria de quê? Quem seriam seus amigos? Quais são seus inimigos?

No conceito hindu, o avatar é a transfiguração dos seres em seres celestiais, cuja manifestação corporal é um ser poderosos, dotado das mais diversas habilidades que, por aqui, desceriam com aparências terrenas. Albert Einstein, por sua vez, anunciou que quando todas as abelhas morressem, quatro anos depois o mundo acabaria. Isso se daria pelo deslocamento do eixo do planeta, previsto pela ciência, para o mesmo ano da teoria da civilização Maia. Com isso, o magnetismo da Terra seria alterado e as abelhas já não conseguiriam mais encontrar o caminho de volta para as suas colmeias o que, de fato, também não se consumou, apesar dos indícios de que em várias partes do globo, elas realmente estão se extinguindo. Se amanhã, entretanto, quando não houver mais abelhas, e se a teoria da doutora em Comunicação se confirmar com aquela onda gigantesca de dados que cairá sobre nossos corpos e nossas cabeças, e tudo o que estiver à nossa volta se desfizer, se acabar, penso que ensaiamos para a continuidade e a perpetuação da nossa espécie, que deve ser extremamente diferente num futuro pretérito e distante. Flor, no entanto, diz já ter escolhido todas as características e funções do seu avatar, do seu outro “eu”. Eu, contudo, um ser evolutivo arraigado às antigas formas e ao pensamento ancestral, prefiro acreditar que tudo não passa de especulação e superstição e que, mesmo que a vida continue em outra dimensão daquilo que é real, bem logo nossas consciências — almas ou espíritos — vão compartilhar novas experiências, na busca por uma evolução concreta ou virtual, ainda desconhecida.

Comentários: 6
Vivi Publicado em dezembro 2, 2009 às 10:56 am   Responder

Amei seu texto! Não é que eu nunca tinha pensado nisso? Quero uma roupa daquelas de super herói bem ligadinha e cor de rosa! Quanto aos poderes… QUERO LER O SEU PENSAMENTO!Haha… Falando sério. Eu nunca tinha escutado sobre as abelhas e a duas semanas atrás fomos corridos de uma roda de amigos, pois se aproximava uma nuvem de abelhas certamente perdidas. Será que elas vão desaparecer? Ao menos podemos garantir mais quatro anos.

Lis Publicado em dezembro 3, 2009 às 11:30 pm   Responder

AMEIIIIIIIII!!!! Ando pensando nisso, de onde é que surgem tantos desafetos sendo nós as pessoas que somos. Pq será que tantas e tantas vezes não nos fazemos entender? Tô com muita saudade, daquelas de deitar no teu colo e falar por horas a fio…pensa que esqueço de nossas conversas a cerca do Universo, de Deus, energia…e blá,blá,blá…banhadas a muito chima é claro!!! Ê mania dos gaúchos que eu aprovo de cara!!! Quer saber o que mais aprovo…que meu AVATAR se apegue menos e sofra menos!!!! Só assim seria forte do jeito que eu gostaria e sonho!!!! E aprovo URGENTEMENTE que nosso encontro aconteça!!!!! Te love sempre…mega beijo!!!!!

Sidi Publicado em dezembro 5, 2009 às 8:19 pm   Responder

O AVATAR. Quem queremos ser? O que poderemos fazer? E para qual finalidade queremos existir? Acredito que de alguma forma, diariamente, transportamos nossa mente para outras “realidades”… a vida mesmo como você bem descreve, causa-nos anseios e desejos sobre o amanhã, sobre quem realmente somos e qual é o verdadeiro sentido da vida, do mundo. Sou um tanto cético ao calendário maia, reconhecendo que toda civilização é reflexo de muita sabedoria. Agora, não pertence a nenhuma civilização o destino último da humanidade. Este destino, inexplicável e natural, acontece na seqüência do presente que vivemos. Creio, que o dia de amanhã depende inteiramente do hoje. E nesse processo, inclui-se nossas escolhas. Então. como estão nossas escolhas??? heheheh – Que seu AVATAR, SEU HOJE, SEU AMANHÃ, sintam o que há de melhor na sua vida. Um forte abraço do seu sempre >> companheiro de blog.

Tathiana Amaral Publicado em dezembro 15, 2009 às 4:33 pm   Responder

E não é que depois de um longo tempo sem aparecer por aqui tenho a grata felicidade de ler mais um de seus mirabolantes textos. Qdo escrevi sobre “o poder de se escrever crônicas” pensei muito em ti e nos meus tantos cronistas favoritos. Eles mudam nossas vidas, ou nos alertam para ela. Tens esse poder meu caro. Poder que faria o seu avatar morrer de inveja. Meu avatar? Teria o incrível poder de dizer não, obrigado, eu não quero! Só por isso já me daria por satisfeita. Beijos de saudades

Vera Longhi Publicado em dezembro 20, 2009 às 4:34 pm   Responder

Achei o máximo… tem muita coisa pra ler, mas cada dia vou ler um pouco. Bjos.

Su Publicado em dezembro 21, 2009 às 12:34 pm   Responder

Seu texto firmou algo em minha cabeça: por que não ser quem se sonha ser?

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