Walachai

Walachai

Escrever Walachai foi uma experiência fantástica, um sopro ao pé do ouvido. Nele, conto uma história de amor, ambientada numa pequena comunidade germânica do Rio Grande do Sul, retratando a cultura e os costumes locais. Fui inspirado pela criatividade, por memórias emocionais e afetivas, por sentidos. Para ficção, escrevi crônicas, contos, novelas, peças de teatro, mas esta é minha primeira prosa longa. Foram madrugadas dedilhando caracteres envoltos em cafés, alegrias e tristezas. Em certo momento, por maior que fosse meu esforço, ainda que dominasse a trama, penso que perdi o controle sobre as personagens que, aos poucos, ganharam vida e pareciam seguir sozinhas. Parece devaneio, precipitação, mas posso arriscar que isso aconteça com a maioria dos escritores, dos atores, dos compositores e dos poetas que não são deuses, nem o fim de suas obras, mas o caminho.

É assim que vejo a vida, no infindável ciclo do nascer, amar e morrer. Quando olho para trás, tenho a certeza de que cumpri meu destino. Vivi da melhor maneira que pude, nessa etapa que se sucede infinitamente, aqui e além.

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Walachai

4 thoughts on “Walachai

  1. Walachai nos convida a um passeio pelas estações geladas do Rio Grande do Sul, pela cultura, pelos costumes, pelas tradições gaúchas, pelos vales montanhosos, pelas comunidades germânicas que se instalaram já no século passado. O autor explora o folclore do Estado, costurando a trama de Eugênio, num universo de poesia e humanidade. Nasce um novo e ótimo autor.

  2. Walachai é um poema literário, uma homenagem ao Estado do Rio Grande do Sul com sua cultura, suas lendas e tradições. Na colonização do Estado, nem a poesia do índio guarani escapou à sensibilidade do autor. Era o início de tudo. As personagens principais são muito bem construída, bem como as personagens secundarias que, de alguma forma, encontram seus destinos. Suponho que, não coincidente o autor-narrador, o cineasta-personagem, o Eugênio, se pergunta metaforicamente se o povo do Sul se reconhecerá em sua obra. Quero acreditar que sim.

  3. A narrativa é muito bem contada pelo autor, com princípio, meio e fim bem definidos; a juventude, a idade adulta e a velhice; com seus dramas e amores vividos. Os personagens são fortes, tangenciando a realidade. Os capítulos são breves, como que roteirizado para cinema, o ofício do personagem-narrador, o Eugênio. Quando iniciei a leitura, não quis parar.

  4. A narrativa deste título é poética, delicada, e convida à reflexão. O pano de fundo para os dramas vividos pelos personagens principais é a cultura e as tradições de uma colônia germânica que nasceu num vale montanhoso do RS. O folclore e as lendas do Estado também aparecem, enriquecendo o texto, a leitura e os sonhos de Eugênio. Recomendo.

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